A trégua de Trump com o Irão ruiu depois de ele ter ordenado a retomada do bloqueio naval dos EUA e anunciado tarifas sobre o transporte marítimo no Estreito de Ormuz, uma medida que mais tarde reverteu.
A medida surge depois de o presidente ter notificado formalmente o Congresso no fim de semana de que os combates tinham recomeçado, dando à sua administração mais 60 dias para continuar os ataques sem a aprovação do Congresso.
Após o colapso da trégua, Trump minimizou a sua importância, dizendo ao apresentador de rádio conservador Hugh Hewitt que tais acordos “não significam muito”, mas não ofereceu nenhuma nova estratégia para resolver o conflito.
O New York Times escreve que os acontecimentos “deixaram o presidente sem um caminho claro a seguir, visto que nem bombas e mísseis nem negociações diplomáticas produziram um resultado favorável”.
Os preços do petróleo subiram e as bolsas caíram com a notícia de um bloqueio naval e de novas greves, aumentando novamente a pressão, apesar das preocupações republicanas sobre as consequências económicas e dos esforços para reorientar a agenda do partido para questões internas antes das eleições intercalares.