A Ucrânia e a Moldávia deram mais um passo rumo à adesão à UE


A Ucrânia e a Moldávia deram um novo passo no sentido da adesão à União Europeia. Numa reunião na sexta-feira, os Estados-membros decidiram por unanimidade continuar o processo, abrindo caminho para um novo conjunto de capítulos de negociação.

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A publicação do sexto grupo temático, dedicado às relações externas, marca um novo avanço nas negociações de adesão dos dois países. Reflete também a evolução da posição da Hungria desde a vitória eleitoral de Peter Magyar contra Viktor Orbán.

Este último bloqueou a candidatura de Kiev durante anos devido à disputa sobre os direitos da minoria húngara no oeste da Ucrânia. Desde então, o governo de Peter Magyar iniciou conversações com as autoridades ucranianas para resolver a disputa. pavimentando o caminho no lançamento do primeiro grupo temático no início de junho.

A Comissão Europeia e a Ucrânia esperavam ver os cinco clusters restantes abertos antes das férias de verão, a fim de enviar um sinal político forte sobre o ritmo das negociações. Budapeste, no entanto, se opôscitando considerações políticas internas e recusando um calendário tão apertado.

A presidência irlandesa do Conselho da UE, que tomou posse em 1 de julho, defendeu, portanto, uma abordagem mais gradual, propondo a abertura dos clusters um de cada vez.

Esta estratégia parece estar dando resultado. A Hungria concordou, juntamente com os outros 26 Estados-Membros, em lançar o sexto grupo temático, abrangendo relações externas, política externa e segurança, uma área considerada menos sensível do que outras partes das negociações.

A decisão ratificada na sexta-feira assume a forma de um “carta de avaliação”, que encerra oficialmente o exame analítico da legislação dos países candidatos em relação ao direito comunitário.

Uma carta-convite deverá ser aprovada na quarta-feira pelos embaixadores dos 27 sem debate, um sinal de que não se espera polêmica.

A posição comum da UE abre oficialmente o sexto grupo temático e deverá ser adotada em 13 de julho, antes de uma conferência intergovernamental marcada para o dia seguinte para formalizar esta nova fase de negociações.



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