Novak Djokovic, da Sérvia, comemora sua vitória contra Stefanos Tsitsipas, da Grécia, na segunda rodada de simples masculino do campeonato de tênis de Wimbledon, em Londres, em 1º de julho de 2026. Crédito da foto: AP
Quando Novak Djokovic acaba ganhando pontos que seu oponente teve muitas oportunidades de destruir, isso só pode significar uma coisa – não havia absolutamente nenhuma maneira de o grande sérvio ser derrotado por Stefanos Tsitsipas na quarta-feira (1º de julho de 2026).
Anunciado como um “confronto de pesos pesados na quadra central” no programa oficial de Wimbledon, a disputa se transformou em um show de um homem só, quando Djokovic, de 39 anos, avançou para a terceira rodada com uma vitória por 6-3, 6-4 e 6-2 sobre o ex-campeão do Grand Slam.
Com 4-4 no segundo set, diante de um break point, Tsitsipas teve duas chances de guardar a bola para o gol da vitória, mas ambos os cabeceios erraram. Djokovic puniu esse descuido ao fazer o intervalo e, ao fazê-lo, frustrou qualquer esperança que o seu rival grego pudesse ter de provocar uma reviravolta.
Djokovic venceu oito das últimas 10 partidas e condenou Tsitsipas à 12ª derrota consecutiva na rivalidade.
O sétimo cabeça-de-chave enfrentará o 25º cabeça-de-chave, Arthur Rinderknecht, da França, enquanto busca continuar sua busca pelo oitavo título de Wimbledon e pelo 25º título recorde de Grand Slam.
“Obviamente você se sente muito feliz, satisfeito e alegre em quadra quando joga desta forma”, disse Djokovic à multidão.
“Eu me sinto ótimo. Tento não considerar esses momentos garantidos quando jogo na quadra central de Wimbledon.”
“Sinto-me muito privilegiado por estar neste campo com 30 anos ou mais. Não creio que seja um cliché porque acredito que seja verdade, mas a idade é apenas um número”, acrescentou o sérvio, que mais uma vez apareceu com um blazer creme que não pareceria um estudante do ensino médio.
Mas o jogo de quarta-feira não foi brincadeira de criança para o seu rival grego.
Depois de se aposentar no meio de uma partida da primeira rodada do torneio em quadra de grama do ano passado, enquanto lutava para lidar com dores crônicas nas costas que ameaçavam encerrar sua carreira, Tsitsipas, de 27 anos, veio em busca de redenção.
Porém, com sua classificação em queda livre, o número 87 do mundo chegou a Wimbledon poucos dias depois de demitir seu treinador, que por acaso também é seu pai, Apostolos.
Alguém poderia ter adivinhado o que toda essa turbulência faria à psique de um jogador que ficou em segundo lugar, atrás de Djokovic, nas duas finais de Grand Slam em que disputou – em Roland Garros em 2021 e no Aberto da Austrália em 2023.
Demorou menos de duas horas para Djokovic desferir outro golpe devastador, deixando o sérvio a apenas uma vitória de igualar o recorde masculino de Roger Federer de 105 vitórias em Wimbledon.
Publicado – 2 de julho de 2026, 02h57 IST