Aos 35 anos, Ivan Burton prepara-se para arbitrar o jogo mais importante da sua carreira, nomeadamente a meia-final do Mundial entre França e Espanha (terça-feira, às 21h00). Este experiente salvadorenho ficou famoso no início de Copa do Mundo 2026 depois de enviar Miguel Almiron. Este último, meio-campista ofensivo paraguaio, dirigiu-se ao adversário turco colocando a mão na boca. Este cartão vermelho emitido em 20 de junho ficará para a história por ser uma sequência da introdução de uma nova lei (chamada de “Lei Vinicius”) nesta Copa do Mundo. O objetivo é evitar insultos em campo, principalmente os de cunho racista, escondendo a boca.
Um juiz autoritário, mas justo
Desde o início desta Copa do Mundo, Ivan Barton distribuiu dez cartões amarelos em três partidas. Na França-Espanha ele será auxiliado pelo salvadorenho David Moran e pelo nicaraguense Antonio Pupiro. Quanto ao quarto árbitro e ao árbitro reserva, serão suecos, com Glenn Nvberg e Mahbod Beigi.
Antes desta semifinal, Ivan Barton era o juiz no topo Japão – Veludo, Suíça – Colômbia etc. Peru – Paraguai na competição. No passado, também arbitrou diversas partidas na América Central, incluindo a final da Copa dos Campeões da CONCACAF (Liga dos Campeões local). Durante as Olimpíadas de Tóquio em 2021, ele arbitrou dois jogos. Na Copa do Mundo de 2022, no Catar, ele arbitrou duas partidas da fase de grupos e uma partida das oitavas de final. Ele tem 280 jogos disputados e, portanto, não deverá ter dificuldade em ‘segurar o jogo’ na noite de terça-feira, apesar da tensão que imaginamos ser palpável entre dois dos favoritos da competição.
Ele já expulsou um jogador francês
Ivan Barton nunca arbitrou os Blues, mas já cruzou com a seleção francesa. Durante a Copa do Mundo Sub-17 de 2019, ele comandou a partida dos Blues contra Brasil (2-3).
Também em 28 de julho de 2021, foi ele quem expulsou Randall Kolo Muani na derrota dos Blues contra o Japão (0-4) em Jogos Olímpicos. Esperemos que seja mais ameno com o blues na noite de terça-feira.