DURBAN, África do Sul – Durante semanas, Juma está chegando dormia num colchão fino na calçada em frente ao escritório de refugiados do Ministério do Interior, na terceira maior cidade da África do Sul, esperando, por qualquer experiência, que as autoridades o protegessem quando vigilantes viessem caçar imigrantes.
Juma, 35 anos, um refugiado de um canto de Moçambique devastado pela guerra, estava na África do Sul – legalmente – há uma década. Então, há alguns meses, membros de um grupo anti-imigrante chamado March e March encurralaram-no em frente à barbearia onde trabalhava e espancaram-no com paus e cassetetes. Ferido e com muito medo de sair para trabalhar, Juma atrasou o aluguel e perdeu o quarto onde morava.
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