Tata Electronics ultrapassa Foxconn nas exportações de iPhone no programa PLI


Apesar da sua entrada tardia, a Tata Electronics ultrapassou significativamente a gigante taiwanesa Foxconn na montagem do iPhone para exportação da Índia, marcando uma grande mudança no cenário de fabricação de eletrônicos do país sob o esquema de incentivos Linked Manufacturing.

Imagens usadas apenas para representação.

Ponto importante

  • A Tata Electronics ultrapassou a Foxconn na montagem de iPhone para exportação, atingindo US$ 26,3 bilhões em valor durante o programa PLI FY22-FY26.
  • A Tata Electronics detém 46,01% do valor total da produção do iPhone na Índia, perto dos 49,3% da Foxconn.
  • A Foxconn mantém a liderança em valor total de produção devido à sua grande participação no mercado nacional, no valor de 12,4 bilhões de dólares.
  • A entrada da Tata na montagem do iPhone é recente, tendo adquirido a Wistron em novembro de 2023 e uma participação na Pegatron em 2024, enquanto a Foxconn começou em 2019.
  • As exportações representaram 73,6% do valor total da produção do iPhone na Índia nos últimos cinco anos, indicando o foco da Apple nos mercados internacionais.

Apesar de sua entrada tardia, a Tata Electronics ultrapassou a gigante de serviços de fabricação de eletrônicos (EMS) de Taiwan, Foxconn, para capturar uma parcela maior da montagem de iPhones, que é exportada do país, durante o período de cinco anos do programa Linked Manufacturing (PLI) entre os anos financeiros de 2021-22 (FY22) e FY26.

Segundo dados fornecidos pelos fornecedores ao governo, os iPhones montados pela Tata Electronics, exportados nos últimos cinco anos, valem 26,3 mil milhões de dólares em comparação com a Foxconn, que está atrás de 25,6 mil milhões de dólares.

Fechando a lacuna em toda a produção

Além disso, a Tata Electronics pode fechar a Foxconn na participação no valor total da produção de iPhones – tanto para exportação quanto para mercado interno – produzidos no país.

Com um valor total de produção de 35,5 bilhões de dólares entre 22 e 26 do ano passado, com uma participação de 46,01%.

As consultas à Tata Electronics e à Foxconn, no entanto, não suscitaram qualquer resposta. Um porta-voz da Apple Inc. ainda não respondeu.

Dinâmica do mercado interno

A maior participação da Foxconn no mercado interno compensa essa diferença.

O iPhone produzido para o mercado interno atingiu 12,4 mil milhões de dólares, o dobro do valor de produção da Tata Electronics que é de 6,3 mil milhões de dólares.

A Foxconn começou a montar iPhones para a Apple Inc em 2019, antes mesmo do início do programa PLI.

Os Tatas, por outro lado, tornaram-se retardatários na cadeia de fornecimento da Apple Inc, entrando no negócio de montagem do iPhone somente depois de terem comprado uma participação de 100 por cento na gigante taiwanesa Wistron em novembro de 2023.

Eles seguiram adquirindo uma participação de 60% na Pegatron em 2024, tornando a batalha de mão dupla.

foco nas exportações e crescimento das vendas internas

Nos últimos cinco anos, as exportações têm sido claramente o foco da Apple Inc.

Os números contam a história: as exportações representam 73,6% do valor total da produção dos iPhones montados no país, sendo o restante proveniente do mercado interno.

Para as empresas que vendem muito poucos iPhones importados da China para satisfazer o mercado interno, o período PLI assistiu a um crescimento nas vendas de iPhone apoiado por ofertas de troca e descontos atraentes, e pela mudança na procura dos consumidores por telefones premium.

Como resultado, iPhones no valor de 18,6 mil milhões de dólares (176.680 milhões de rupias) foram vendidos no mercado interno no prazo de cinco anos – um reflexo claro da razão pela qual a empresa conseguiu aumentar tanto o valor como a participação em volume nos sorteios nacionais.

Por exemplo, no primeiro trimestre de 2026, o iPhone 17 foi a marca com maior volume de vendas, com uma quota de 4 por cento, apesar do preço superior a Rs 82.900.

O iPhone 16 é o sexto mais vendido, com uma participação em volume de 2%, de acordo com a Counterpoint Research.



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