Estudantes da Universidade Heinrich-Heine, em Düsseldorf, na Alemanha, convocam uma manifestação nesta terça-feira, 21 de julho, contra um professor acusado de transfobia e exigem sua exclusão do campus.
Declarações que não passam. A Universidade Heinrich-Heine de Düsseldorf, na Alemanha, foi abalada desde sexta-feira, 17 de julho, pelo protesto estudantil contra Johanna Bayen, uma professora de psicologia que a acusa de transfobia.
Esta terça-feira, 21 de julho, este último deverá abordar nas aulas um curso de psicologia do desenvolvimento, a análise crítica das identidades transgênero e uma conferência intitulada “O Desenvolvimento da Identidade Transgênero”.
Uma conferência à qual alguns dos estudantes se opõem formalmente, e chegam ao ponto de pedir que as declarações de Johanne Bayen sejam investigadas cientificamente, bem como a sua expulsão e banimento do campus, conforme explicado pelo mundo mediático alemão.
“Incorreções Científicas”
“A professora de psicologia planeia falar na terça-feira, como parte do seu curso de psicologia do desenvolvimento, para explicar porque é que a existência de identidades trans* é cientificamente indefensável e porque é que a propagação da ‘ideologia trans’ põe em perigo crianças e jovens”, lê-se numa declaração conjunta da Associação de Estudantes Social-democratas de Düsseldorf, do grupo local de jovens socialistas da universidade e do Círculo de Estudantes Democratas Cristãos.
Acrescenta que “(suas) observações são cientificamente incorretas” e que o evento “portanto não tem lugar em uma universidade”.
Bem, não, o professor leciona na universidade desde 2007 e pesquisa e leciona em renomadas universidades americanas há quase vinte anos.
Em resposta a esta conferência, as diversas associações apelam a manifestações simultâneas no campus e convidam os manifestantes a trazerem bandeiras e cartazes arco-íris.
Além da expulsão do professor, os manifestantes também apontam o dedo à direção do campus, que acusaram de promover uma certa “diversidade e aceitação” ao mesmo tempo que tolerava “acontecimentos transfóbicos”.