Istambul (ANTARA) – O governo de Omã indicou que se opõe à ideia de impor portagens aos navios que navegam no Estreito de Ormuz, mas pondera impor uma tarifa especial para garantir a segurança dos navios durante a viagem.
A Rádio Francesa Monte Carlo Doualiya citou o ministro das Relações Exteriores, Badr Albusaidi, dizendo que Omã pretende manter a navegação pela hidrovia segura e aberta a todos, considerando a importância desta rota marítima para a economia global e os países regionais, incluindo o Irã, disse o ministro.
Acrescentou que Mascate não apoia a cobrança de navios pelo trânsito, mas não exclui a prestação de serviços marítimos como segurança da navegação, preparação para emergências e controlo da poluição, semelhantes aos do Estreito de Malaca e de Singapura.
Albusaidi garantiu que todas as etapas tomadas na rota foram realizadas após consulta aos países e empresas que utilizam a rota.
Entretanto, relativamente à desminagem no Estreito de Ormuz, Albusaidi disse que Mascate está aberto a várias propostas, mas sublinhou que a principal responsabilidade por isso cabe ao Irão.
Em meados de Junho, o Irão disse que estava a trabalhar com Omã para elaborar um novo quadro jurídico para o transporte marítimo no estreito. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, disse que as coisas não correram como de costume após o ataque EUA-Israel.
O Irão propôs a imposição de taxas para garantir rotas marítimas seguras, e não de direitos de importação. Depois de concordar com um memorando com os Estados Unidos, o Irão comprometeu-se em 18 de junho a não cobrar taxas dos navios durante 60 dias.
Fonte: Sputnik
Esta notícia foi publicada no Antaranews.com com o título: Omã rejeita implementação de pedágio de navios e examina tarifas de segurança em Ormuz
Repórter: Yoanita Hastryka DjohanEditor: Debby H. Mano
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