O grupo parlamentar de Junts e PP registou esta quarta-feira, quando expirou o prazo, um pedido de relatório ao Conselho Estatutário de Garantias (CGE) sobre a lei geral que quer vetar a compra de habitação estimada e que, se estiver em vigor, limitará a venda e compra de apartamentos em zonas de stress em determinados casos.
Um pedido de relatório do órgão consultivo catalão que regulamenta a legalidade e a constitucionalidade levou à aprovação da norma estabelecida esta quinta-feira. O parecer da CGE não é vinculativo, mas atrasará até pelo menos outubro a aprovação da lei que o público em geral recebeu como parceira para o apoio ao primeiro orçamento de Salvador Illa e que foi tramitada em leitura única, contornando várias etapas.
Após a reunião e os partidos populares terem concordado em denunciar que o projecto de lei viola os direitos de propriedade e a liberdade das empresas; que cria insegurança jurídica; E que querem melhorar as regras reservadas ao direito civil através de métodos administrativos e de planeamento urbano. Nos Juts acrescentaram que a lei afecta também a livre circulação e estabelecimento de pessoas, bens e serviços.
Por outro lado, divergem noutros pontos: enquanto a JxCat nega que o princípio da governação local seja violado, o PP considera que alterações legais não podem ser feitas através de leis regionais.
No texto original, a compra é vetada para todos os moradores da área sob pressão. Já a resolução do PSC e da Esquerra Republicana apoia a proibição apenas da compra de grandes proprietários, que tenham cinco ou mais casas.
Quando esta lei foi discutida pela primeira vez há alguns meses, em Fevereiro, o PP catalão já tinha anunciado que se fosse aprovada no Parlamento catalão iria recorrer para o Tribunal Constitucional.