A gigante americana tem sido particularmente criticada por destacar os seus próprios serviços no seu motor de busca. Uma sanção que corre o risco de irritar Donald Trump.
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A conta é alta. A UE impôs um total de 890 milhões de euros em multas à Google na quinta-feira (23 de julho) por violar a concorrência na pesquisa online e na sua loja de aplicações, arriscando uma nova crise com Washington.
Este total representa a sanção mais elevada imposta por Bruxelas contra uma empresa ao abrigo do Regulamento Europeu dos Mercados Digitais (DMA). Esta poderosa lei europeia visa reprimir o abuso de posição dominante por parte dos gigantes da tecnologia.
Em detalhe, a Google foi multada em 460 milhões de euros por favorecer os seus próprios serviços nos resultados do seu motor de busca. A isto somou-se uma segunda multa de 430 milhões de euros, para impedir que os programadores que utilizam a sua loja de aplicações, a Play Store, direcionem os clientes para outros pontos de venda virtuais.
“É uma decisão muito importante” disse a vice-presidente da Comissão Europeia responsável pelo digital, Hena Virkunen, sublinhando que pretende “garantir condições de concorrência equitativas” para todos os negócios on-line.
A gigante tecnológica norte-americana, por seu lado, criticou esta decisão, que acredita que levará à deterioração dos serviços populares entre os utilizadores da Internet. A nova sanção também corre o risco de alimentar a ira de Washington contra as regulamentações digitais europeias, que a administração Trump acusa de visar injustamente os campeões dos EUA no sector.