Actualmente, os parlamentares estão a apreciar o projecto de lei proposto pelo Governo. Mas o executivo europeu adverte que poderá ir contra a DSA.
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Pare num tema caro a Emmanuel Macron. A Comissão Europeia avaliou, nesta segunda-feira, 6 de julho, que a proposta de lei francesa para proibir redes sociais para menores de 15 anos não é totalmente compatível com a legislação europeia. A opinião do executivo europeu obrigará os parlamentares a considerar a sua cópia, ao mesmo tempo que apoia esta abordagem. O governo francês espera que entre em vigor a partir do próximo ano letivo, graças a este projeto de lei atualmente em apreciação no Parlamento.
A Comissão disse à AFP que concluiu que esta proposta de lei, se implementada na sua versão atual, violaria as disposições do Regulamento Europeu dos Serviços Digitais (Lei dos Serviços Digitais, DSA). “Partilhamos plenamente o objectivo das autoridades francesas: os menores devem ser melhor protegidos online. disse Thomas Regnier, porta-voz do Executivo Europeu para Assuntos Digitais, destacando o importante papel desempenhado pela França nesta questão.
Este texto, na sua versão inicial votada pela Assembleia Nacional, previa uma proibição muito ampla, que se aplica a todos “um serviço de rede social online fornecido por uma plataforma”. Mas o Senado alterou o sistema, criando um sistema de duas velocidades, apesar dos avisos do governo que temia que iria violar a lei europeia.
“O parecer da Comissão ajuda a garantir que todas as medidas nacionais são eficazes e estão em conformidade com a legislação da UE. Devemos minimizar a fragmentação dos sistemas nacionais, que pode criar incerteza jurídica ou enfraquecer a aplicação da lei.”acrescentou Thomas Regnier.
À luz deste parecer, os deputados e senadores franceses terão de procurar um compromisso para alterar o projeto de lei, numa comissão mista cuja data ainda não foi definida. A UE está também a considerar a possibilidade de harmonizar essas medidas a nível europeu. O comité de especialistas apresentará recomendações sobre esta questão à Comissão Europeia em 13 de julho.