De acordo com a lógica do tênis e da biologia, Alexander Zverev, 6 pés 6 pol., número 2, deveria vencer o número 114 do mundo, Arthur Fery, 5 pés 9 pol., no número 9.
Mas David tem o seu dia contra Golias e é assim que um wildcard pode vencer o campeão do Aberto da França…
OS MESMOS GOLPES BAIXOS
Zverev chegou à final de outros três Grand Slams, mas esta é a sua primeira visita a Wimbledon. Ele não está no seu melhor na grama e Fery pode deixar claro o porquê.
O alemão de 29 anos gosta de usar sua altura para acertar bolas largas no saibro ou em quadras duras, mas tem dificuldade na grama, onde a bola quica baixo.
Fery pode transformar sua falta de altura em uma vantagem: seu centro de gravidade permite que ele bata a bola mais abaixo na rede e acerte lindos golpes de forehand ou backhand.
Ele pode fazer Zverev desviar a bola, mas prefere jogar na altura do peito.
Alexander Zverev gosta de usar sua vantagem, então Arthur Fery tem que tomar cuidado com seus chutes rasteiros
QUEBRE AS GRANDES ARMAS
O jogo formidável do alemão é baseado no saque. Por causa de sua altura, ele pode acertar a bola no campo de um ângulo tal que ela salte alto na quadra, principalmente no segundo saque, quando a bola quica.
Esta competição saltou, em média, 1,43 metros da quadra; O segundo saque é de 1,59m.
Se Fery pega a bola por cima, ele fica desconfortável na altura dos ombros. Ele deve receber o retorno o mais rápido possível, fazendo contato com a bola na saída do campo.
A boa notícia é que Fery tem feito isso nas últimas duas semanas.
Se a parte de trás da quadra for dividida em três áreas – dentro da linha de base, atrás e mais atrás – Fery obteve 94% dos retornos do primeiro saque atrás da linha de base, em comparação com 52% de Zverev, e o restante foi jogado por trás.
No segundo saque, Fery acertou 89% de seus retornos dentro da linha de base, em comparação com 1% de Zverev.
Os britânicos são mais ativos que seus adversários e isso nos leva ao próximo ponto…
PEGUE O CAMINHO
Apesar de toda a sua altura e enorme arsenal, Zverev é um jogador passivo. Ele mostrou mais agressividade nesta quinzena, mas geralmente gosta de acampar atrás da linha de base e esperar que o adversário erre.
Fery consegue se acomodar e atrapalhar o ritmo metronômico de Zverev.
Primeiro, ele tem que usar chutes ou forehands curtos para forçar Zverev a entrar na rede, algo com o qual ele não se sente muito confortável. Fery fez um ótimo trabalho defendendo quando os adversários estavam na rede, marcando xx por cento desses pontos.
Em segundo lugar, Fery, com suas maravilhosas habilidades no voleio, precisa encontrar a rede sozinho – mas ser seletivo. No backhand, Zverev acerta o forehand melhor do que qualquer outro no mundo, então Fery deve se concentrar em aproximar seu forehand. Um corte curto na linha, seguido por uma rede, é um estilo de jogo a ser observado.
Fery deve evitar a grande porção alemã com colher e pauzinhos
CONFIE NO SEU CÃO
Se Zverev tentar derrubá-lo, Fery poderá confiar em suas pernas e pés.
Zverev se move bem para um homem do seu tamanho, mas Fery está em uma classe diferente.
Os parceiros de dados de Wimbledon usam métricas avançadas para avaliar o desempenho dos jogadores e Fery venceu o torneio, marcando 8,7/10 em comparação com 7,9/10 do seu oponente.
GANHE O GRANDE TEMPO
Fery venceu todos os cinco desempates aqui e geralmente saiu por cima nos momentos difíceis.
Zverev ainda não foi testado neste torneio – à medida que o placar se aproxima, será que o seu histórico fraco em Wimbledon se tornará um fator psicológico?
Não há dúvida de que Fery é subdimensionado, mas não há dúvida de que ele está muito mais confortável neste campo do que o seu adversário.
Se o garoto de Wimbledon conseguir fazer isso como uma partida normal de futebol, jogando com a métrica de habilidade e habilidade em vez de força e tamanho, ele pode superar a reviravolta e chegar à final.