Depois de um Copa do Mundo que apresenta como “o maior evento humano, social e cultural que o mundo já viu”, Gianni Infantino trata de outra grande questão: sua reeleição. O presidente de FIFA retomará sua posição na linha em março próximo. Sem muitas incertezas, pois a grande maioria das federações já lhe prometeu o seu voto.
O que enfurece Javier Tebas, presidente da liga espanhola. Em entrevista com Jornal delo esporteataca o líder diretamente. “A FIFA organiza as coisas como bem entende, de acordo com os seus próprios objectivos e os seus próprios interesses, certamente não para o bem do futebol”, diz ele.
Tebas cita especificamente os intervalos para lanche da Copa do Mundo, “uma mentira” porque na verdade foi um “intervalo comercial”, ou a anulação da suspensão de Folarin Balogun, “um assunto extremamente sério (…) que poderia ter custado o emprego de Infantino” se a Bélgica não tivesse eliminado os EUA. “Quando a Bélgica venceu, conseguiu encobrir o caso. Mas estes acontecimentos são apenas a ponta do iceberg.”
“Não sei o que é pior: o silêncio ou a cumplicidade”
Lamenta que o sistema persista graças a “cúmplices activos que participam em tais decisões e cúmplices passivos que permanecem em silêncio. (…) Criticam o sistema durante o café num bar ou ao telefone em conversas privadas, mas depois não fazem nada para acabar com ele”.
Javier Tebas avalia que Gianni Infantino “cumpriu pena”, mas não imagina que será destronado tão cedo. “Nos últimos dias aqui nos Estados Unidos tenho ouvido muita gente que se opõe ao Infantino, que não concorda com o que ele está fazendo. Dizem isso, mas depois não fazem nada. Não sei o que é pior: o silêncio ou a cumplicidade, porque quem fica calado tem plena consciência dos danos que o futebol está sofrendo com a nova explosão da Copa do Mundo 4. Está cada vez mais perto…