Para alguns, a camisa de futebol virou acessório de moda, quando não é item de colecionador. Adorar!
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Durante as partidas, todos os tons de azul ficam fora. A camisa é um símbolo de pertencimento. “É sempre um orgulho vestir a camisa, para representar a França através disso“, confidenciou um transeunte. “Você tem que apoiar a seleção francesa, estar com eles e estar no clima“, sorri outro. É um padrão, uma lembrança de dias de glória ou de decepção.2006, me lembra um pouco da minha juventude, último jogo de Zidane“, desliza um homem.
Do campo à rua, a camisa de futebol é muito mais que um esporte: uma peça icônica. Numa loja de pronto-a-vestir, o primeiro andar é dedicado ao futebol. Aqui, as camisas estão rasgadas. É um acréscimo ao momento. ““Nosso campeão de vendas até agora é a camisa visitante do Chile, que é muito bonita e muito popular.” explica Matias Da Costa, comprador do Citadium. Uma seleção que nem participa da Copa do Mundo. Quanto às seleções europeias… “É preciso se curvar um pouco para reconhecê-lo, caso contrário não se reconhece o time dos Red Devils. É a camisa belga. Nas costas: ‘Ceci n’est pas un jersey’, acho que se refere ao pintor Magritte e ‘Ceci n’est pas une pipe’.” ele sorriu.
Acenos para o mundo da arte, cores chamativas… Os fãs de futebol adoram. “Acho que devo ter uma centena deles. É um acessório de moda. Vimos todos os anos clubes tentarem mudar cores e guloseimas.” confiado por um cliente. ““Algumas peças são tão elaboradas que às vezes dá até para uma peça de roupa que você usa com jeans e um par de sapatos limpos.”acrescenta outro. Nas redes sociais, a tendência tem até nome, blockecore. Quase nos esquecemos que estes fatos de banho são feitos para suar.
Cores míticas, camisetas icônicas. O verde de Saint-Etienne, o branco da OM e até o amarelo das Canárias de Nantes formam um arco-íris de memórias para Antoine Martin, colecionador (@la_mailloterie). “Há camisetas por toda parte. Eles estão nos corredores e até no meu quarto.”ele mostra. Existem 1.200 camisas de todo o mundo.
A sua casa é dedicada ao culto do futebol, paixão que engoliu há sete anos numa venda de garagem na sua região. “Há camisolas que comprei por 5 a 10 euros, que valem entre 80 e 120 euros.“, garante. É dez a 12 vezes mais caro. Mas Antoine Martin não quer especular. Ele revende, sim, mas para aumentar a coleção.