Cruzando a barreira paraguaia. Antes do lançamento tínhamos uma ideia de como seria o jogo; depois disso obtivemos a confirmação. É sábado, 4 de julho, na Filadélfia, França, e eles enfrentarão o Marrocos nas quartas de final na próxima semana.
Nós sabíamos disso, não ficamos desapontados. O sul-americano é um trapaceiro, sempre do lado errado, mas do lado certo da normalidade, por assim dizer – ouvindo que o árbitro levanta o apito da boca, mas não o apita. O pé arrastado direito (em Barcola, na linha lateral, 13), a colisão bem-sucedida (em Koné, círculo central, 18), a colisão sem apito (em Rabiot, quando a bola cai na área da Albirroja, 24).
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Ou há ações que poderiam ter sido mencionadas, inclusive administrativas: a cotovelada de Galarza no peito de Mbappé fora do evento (38)! Sim, a acção valeu um livre, mesmo aos 35m, e foi certamente pelo menos um aviso. Olá, VAR?
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Resumindo, tudo isso lhe dirá que não há muito o que relatar do primeiro tempo onde finalmente conseguimos o jogo que esperávamos: a forte seleção paraguaia com placar de 5-4-1 no acampamento, que aguarda a seleção francesa no auge dos 40m. Uma reunião de handebol, em suma. Com o sul-americano esperando para imobilizar o EdF no contra-ataque ou na trave, ganhe tempo para cada chute e tente afastar – não tenhamos medo da palavra – os companheiros de Kylian Mbappé.
Cuja vitória exige o contrário: o jogo é corrido e principalmente sem raiva. Ou, mais precisamente: tenha cuidado. Mesmo a 37°C, o que não é fácil, naturalmente.
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Venha, dos nossos cadernos, ainda sairemos da situação tricolor no intervalo: um cruzamento de Dembélé que a cabeçada de Mbappé errou por um fio (31), um retorno da esquerda de Koundé no lugar do goleiro adversário Gill (36).
Que movimento Maignan fez!
Quando voltamos, tudo é emocionante – enfim: temos o direito de abrir o torneio assinado… Mike Maignan com espaço entre as pernas para pegar a bola no ar após longo toque do paraguaio (51º); cansado, seu braço será coberto pelo capitão… Do chute por baixo da trave de Manu Koné que Orlando Gill colocou no escanteio (54º).
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Os Blues levantam o cursor claramente. Está na hora, estamos na hora do jogo…
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Isso não impede que o fantasma de 1998 ressurgisse. Já nas oitavas de final do Mundial; já no calor do momento: Bollaert neste caso. O Paraguai deste diabo do futebol José Luis Chilavert só sofrerá na prorrogação, aos 114 minutos, no intervalo do “presidente” Laurent Blanc, marcado por Trezeguet. Bola de ouro: comum, esse é o nome porque o jogo terminará ali, obedecendo à regra do mesmo nome. Historicamente.
Désiré Doué, o gatilho
Voltemos ao nosso trabalho e às melhores intenções demonstradas pela seleção francesa. O terceiro aviso é o bom: recém-iniciado na luta (não é eufemismo), com o aviso de Barcola, Désiré Doué faz slalom nos 16m50 da Albirroja e é pisoteado e ao mesmo tempo recebe uma bengala de Diego Gomez. A ação continua até a próxima parada, quando o VAR chama o árbitro uzbeque; Ilgiz Tantashev olha as fotos em campo e logicamente marca o pênalti final: um pênalti. Os Blues vão demorar para chutar (e converter com o pé esquerdo), já que Velázquez, por exemplo, tentará destruir a marca de 11m! Se seus companheiros cercarem o atacante francês e o goleiro Gill ficar a 1m do arremessador Kylian Mbappé (0-1, 69º)…
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Enquanto isso, a parte mais difícil está feita. E o sucesso virá sem medo no último quarto de hora, o que certamente será difícil. Menos importante que os primeiros quatro jogos, esta vitória dos Blues mas, em todo o caso, o importante está noutro lado: continuar o processo do seu caminho.