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A seleção iraniana voltou para casa invicta. Foto: LA Times
Desde antes do início do torneio, o Irã está em uma situação difícil. A escalada do conflito com os Estados Unidos levantou dúvidas sobre se estes conseguirão participar na Copa do Mundo, que será realizada principalmente no país do Tio Sam. As preocupações com as autorizações de entrada levaram até o Irão a propor que todos os jogos da fase de grupos fossem transferidos para o México.
A FIFA finalmente concordou com o pedido do Irã de fazer do México a base do time. Como resultado, a equipe de Amir Galenoei tem que cruzar a fronteira sempre que joga nos EUA. Nas duas primeiras partidas, a entrada só foi permitida na véspera da partida e tiveram que retornar ao México imediatamente após a partida. Vários membros da delegação também não conseguiram obter vistos, enquanto alguns adeptos iranianos perderam bilhetes para o jogo devido às políticas das autoridades locais.
A jornada da seleção iraniana até a Copa do Mundo de 2026 não é apenas uma história de futebol. Em meio à situação geopolítica aquecida e vários obstáculos logísticos, a equipe de Melli ainda mantém vivas as esperanças de chegar à fase eliminatória depois de empatar em 1 a 1 com o Egito na última partida da fase de grupos… pic.twitter.com/BNwgA0AXPm
-SINDOnews (@SINDOnews) 28 de junho de 2026
Essa situação fez com que o técnico Amir Galenoei fizesse duras críticas. Ele admitiu que sua equipe foi tratada injustamente durante o torneio.
Fomos muito mal tratados. O que esses jogadores fizeram merece ser lembrado na história porque os donos da casa nos trataram da pior maneira”, disse Galenoei após a última partida da fase de grupos.
No meio desta pressão, o Irão ainda conseguiu demonstrar poder de combate. Empataram com Bélgica, Nova Zelândia e Egito para somar três pontos. Mas a última partida contra o Egito também deixou cicatrizes.