RibéSalat pretende gerar receitas de 28 milhões até 2026


Com a chegada de fundos de investimento, a RibéSalat quer afirmar-se como uma grande empresa familiar no mundo dos corretores de seguros. Nascida há quase 40 anos, a empresa barcelonesa pretendeu liderar a consolidação do setor com a compra de pequenas empresas em todo o território espanhol. A última operação é a Adinor, empresa madrilena especializada em seguros que gere mais de 10 milhões de euros em volume segurado.

“Ao longo da nossa história adquirimos dezenas de empresas em comunidades como Catalunha, Madrid, Andaluzia ou Valência”, comentou a CEO, Mónica Ribé Salat. Este ano, a corretora estuda novas aquisições com o objetivo de aumentar o nível de expertise de seus serviços de corretagem, além de ter presença geográfica em todo o país.

Com 240 funcionários, empresa familiar quer fusão com fundo de investimento

Com esta estratégia de crescimento inorgânico, e com a atividade do próprio negócio, a empresa espera faturar 28 milhões de euros este ano, contra 23 milhões em 2025.

A empresa também está presente no exterior, em países como Alemanha, França, Reino Unido e Estados Unidos, onde tem chegado de mãos dadas com seus clientes. Neste sentido, a empresa quer destacar a sua acreditação como corretora Lloyd’s, condição que mantém desde 2018 e que lhe permite aceder ao maior mercado de seguros para riscos complexos.

A maior parte dos seus clientes são grandes e médias empresas, que faturam 50 milhões de euros ou mais. As vendas para pessoa física representam 15% do faturamento, por isso a grande aposta está nos serviços da empresa.

Com 240 funcionários, a empresa proibiu a entrada de parceiros externos. A natureza da família sempre definiu o negócio, controlado em 75% por Mònica Ribé Salat e pelo seu irmão Jordi, que ocupa o cargo de presidente, e em 25% por duas famílias de Barcelona e Madrid. “Esta estrutura permite-nos ser familiares e tornar-nos um corretor de seguros independente face à chegada de fundos de investimento”, conclui Ribé Salat.

Editora da seção de economia desde 2015. Também atua na seção internacional. Formado em Jornalismo e Direito pela UPF. Hoje ele escreve sobre economia digital e empresas em crise



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