Bandeiras nacionais dos países BRICS. | Crédito da foto: AP
GUWAHATI
Os embaixadores dos países membros que se reuniram em Guwahati para a Cúpula de Organizações Antidrogas do BRICS de dois dias em 2026, na segunda-feira (6 de julho de 2026), destacaram a necessidade de cooperação internacional para combater o comércio de drogas com mais força.
Uma organização intergovernamental dos principais mercados emergentes e países em desenvolvimento, o BRICS incluía inicialmente o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul. Expandiu-se para incluir o Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Indonésia.
Estes países representam quase metade da população global e mais de 40% do Produto Interno mundial.
Lucas Barbosa, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, elogiou a Índia por sediar o evento. “O grupo trabalhista antidrogas do BRICS tem uma longa história de cooperação e pretendemos fortalecer a cooperação na aplicação da lei e maior comunicação de inteligência. O tráfico de drogas é uma ameaça transnacional que requer uma ação coordenada de todos os Estados membros”, disse ele aos repórteres à margem da reunião.
Anurag Garg, Diretor Geral do Departamento de Controle de Narcóticos (NCB), disse que o impacto do abuso de drogas é o fator por trás da Índia, a primeira a se opor aos chefes das agências antidrogas dos países BRICS.
“As drogas tornaram-se um flagelo internacional, a nossa juventude está envolvida com drogas e é um problema que diferentes países devem combater em conjunto”, acrescentando que os delegados se concentrarão nos desafios da repressão às drogas, no mercado obscuro, nas criptomoedas para negócios ilegais e nas rotas marítimas para o tráfico de drogas.
A agenda da reunião inclui o combate às drogas sintéticas e à diversidade de precursores químicos, o reforço da partilha de informações e da coordenação operacional, e o reforço da capacitação e da cooperação institucional entre as agências antidrogas do BRICS.
publicado – 06 de julho de 2026 18h57 IST.