em março de 2025 A missão Euclides, liderada pela Agência Espacial Europeia (ESA), permitiu aos cientistas capturar a imagem de maior resolução já obtida do centro denso e brilhante da galáxia Via Láctea. Um enorme aglomerado de estrelas forma uma protuberância no centro da espiral e, entre os bilhões de estrelas, os cientistas continuam a procurar exoplanetas, ou qualquer planeta fora do nosso sistema solar.
“O Bojo Galáctico, a região central da nossa galáxia, é uma estrutura massiva e compacta, repleta principalmente de estrelas velhas e mais frias, o que lhe confere a sua cor amarela característica”, afirma a ESA. A imagem na luz visível permite aos cientistas identificar exoplanetas e medir a sua massa, observando pequenas mudanças na luz das estrelas ao longo do tempo, utilizando um processo chamado microlente.
A imagem Euclides da ESA capta mais de 60 milhões de estrelas e outros fenómenos, como nebulosas, aglomerados de estrelas brilhantes e nuvens moleculares que aparecem como manchas escuras e amorfas contra regiões mais brilhantes. Aliás, para o olho humano, eles servem como um guia visual ou uma dica da incrível profundidade de campo que a imagem realmente captura.
“Em comparação, o brilho e a sensibilidade de Euclides na luz visível são comparáveis aos da Wide Field Camera do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA”, diz a ESA. “No entanto, cada ponto que Euclides captura em poucas horas cobre uma área 270 vezes maior que o campo de visão do Hubble. Para observar o mesmo mosaico de Euclides, o Observatório Keck levaria aproximadamente 2.000 horas.”
Amplie a imagem do Galactic Bulge Survey na ESASky.