O presidente argentino, Javier Milei, não visitará Jair Bolsonaro, ex-presidente brasileiro, que está atualmente em prisão domiciliar por tentativa de golpe. Essa decisão foi tomada pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil.
O Supremo Tribunal do Brasil recusou este sábado, 18 de julho, autorizar uma visita do Presidente argentino, Javier Milei, ao ex-Presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliária por tentativa de golpe de Estado, segundo a decisão da AFP.
Javier Milei anunciou que participará na convenção do Partido Liberal de Bolsonaro, em São Paulo, no dia 25 de julho, onde está prevista a proclamação oficial da candidatura do senador Flávio Bolsonaro, filho do antigo chefe de Estado, segundo a imprensa brasileira.
Mas o juiz Alexandre de Moraes decidiu proibir todas as visitas do ex-presidente durante 30 dias, sanção após a divulgação de uma carta com tom político do seu filho Flávio, em violação de uma medida cautelar que o proíbe de comunicar nas redes sociais, mesmo através de terceiros.
Pena de 27 anos de prisão
Consultas médicas, de fisioterapia e de seus advogados são as únicas autorizadas. Jair Bolsonaro, 71, cumpre 27 anos de prisão por uma tentativa de golpe em 2022 para impedir que o atual presidente de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva, chegasse ao poder. O ex-presidente (2019-2022) cumpre pena em sua casa, em Brasília, desde março, por motivos de saúde.
O juiz Moraes afirmou ainda que não poderá receber visitas com “fins político-eleitorais” antes das eleições parlamentares de outubro, nem difundir de forma alguma mensagens políticas com ajuda de terceiros.
Flávio Bolsonaro, que enfrentou o presidente cessante Lula em outubro, descreveu esta proibição geral de visitação como “abuso” em um vídeo no X, acusando o juiz Moraes de agir por motivação política.
Uma visita com uma delegação
Os advogados de Jair Bolsonaro haviam solicitado autorização para visitar Javier Milei no dia 25 de julho, acompanhados por uma delegação do ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, da secretária-geral da Presidência, Karina Milei, e de um intérprete.
No sábado, o desembargador Moraes afirmou que o pedido foi atendido devido à proibição geral de visitação, em vigor desde o dia anterior.