Washington Redskins confirma que mudará de nome

Foto: FoxNews – O nome “Redskins” está aposentado da NFL. O time de Washington anunciou nesta segunda-feira (13), oficialmente, que irá mudar de nome e escudo.

“(O dono) Dan Snyder e o treinador (Ron) Rivera estão trabalhando juntos para desenvolver um novo nome e design que irão realçar nosso orgulho, a tradição rica de nossa franquia e inspirar nossos patrocinadores, fãs e a comunidade pelos próximos 100 anos”, diz um comunicado no site da franquia.

A mudança se tornou inevitável por conta de reclamações de torcedores e patrocinadores. Com os recentes protestos antirracistas que aconteceram nos Estados Unidos, a pressão para o time finalmente fazer a alteração aumentou ainda mais.

A FedEx, detentora do naming rights do estádio da equipe, afirmou que tiraria sua publicidade da arena em Landover, Maryland, caso não houvesse uma mudança.

Um pouco da história

A franquia é uma das mais tradicionais da principal liga de futebol americano do mundo. Nascido Boston Braves – mesmo nome do time de beisebol da cidade na época, o que hoje é o Boston Red Sox -, em 1932, a equipe mudou de nome a primeira vez quando o grupo de empresários que dirigia o ‘clube’* decidiu separar os nomes dos times de diferentes esportes, escolhendo o “Redskins”, para continuar tendo uma referência aos indígenas, assim como “Braves”. Em 1937, George Preston Marshall, um dos donos, optou por voltar para sua cidade, Washington, e levou a franquia.

*Nos EUA, os times não são clubes propriamente ditos, como os do Brasil. Mas usei essa palavra porque, culturalmente, usamos o termo como sinônimo de uma equipe

O termo “pele-vermelha” pode não soar como grande coisa para nós, brasileiros, de uma outra cultura. Porém, para parte dos indígenas nativos americanos a palavra é usada como uma ofensa racista.

Dá para explicar isso de uma forma superficial aqui. Os colonos ingleses, ao chegarem aos Estados Unidos, não trataram os povos locais com muita amistosidade. Como um ótimo texto do “Shotgun Football” relata, podemos comparar com a chegada dos portugueses ao Brasil, uma história que sabemos melhor.

Os ingleses se referiam aos nativos como “redskins”, uma forma pejorativa e que, para eles, demonstrava a desigualdade das classes.

No entanto, é claro, a mudança é polêmica para ambos os lados, os que a querem e os que preferem a manutenção. Como já citado, é difícil para nós, a milhares de quilômetros de distância, entendermos e tirarmos uma conclusão. Mas há um contraponto levantado por pesquisas.

Em 2016, o jornal Washington Post publicou um estudo feito com nativos americanos que apontou que 9 em cada 10 indígenas não consideram o nome do time um problema muito importante. Também foi perguntado se o nativo se sentiria ofendido ao ser chamado de ‘pele-vermelha’ por um não-nativo, e 8 em cada 10 responderam que não. A pesquisa foi feita, segundo o veículo de comunicação, com 504 indígenas, alguns moradores de tribos e outros não.

Ronaldo Barreto

Jornalista formado desde 2016, mas já trabalhava na área desde 2010, quando comecei em uma rádio comunitária em Guarulhos. Fui repórter (estagiário) na Federação Paulista de Futebol (FPF) e no site do jornal Diário de S. Paulo. Neste último, fui efetivado em 2016 e passei a ser o responsável por todo o conteúdo do portal do veículo em 2017, além das redes sociais. Com o intuito de fazer o futebol americano crescer ainda mais no Brasil, criei a página NFL à Brasileira, que se expandiu para este site de notícias sobre o esporte. Além da escrita, sou muito ligado à fotografia, principalmente de esportes.

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