Dallas Cowboys: as virtudes do líder da divisão leste da NFC

No começo da temporada, poucos acreditavam no Dallas Cowboys. Na divisão do atual campeão do Super Bowl, as apostas de analistas e fãs estavam quase que inteiramente voltadas ao Philadelphia Eagles.

Com o favoritismo absoluto, o Eagles oscilou. O começo conturbado só era um indício que o ritmo da temporada passada não seria mantido. Contusões e a falta dos coordenadores que saíram após a conquista do Super Bowl foram sentidas pela franquia da Philadelphia.

Por outro lado na divisão, New York Giants e Washington Redskins começaram abaixo dos Eagles em expectativa. A franquia de Nova York, mesmo com grandes talentos individuais, segue sendo uma grande incógnita, até por não achar um head coach ideal capaz de arrumar a casa. Os Redskins perderam grandes wide recievers, e a incerteza rondava o time da capital americana.

Dado esse cenário, com os Eagles sendo amplos favoritos, a temporada foi se desenhando de uma outra maneira. Giants e Cowboys começaram abaixo como o esperado, Eagles oscilando e Redskins assumindo o posto de maior força.

Amari Cooper é destaque no ataque (Fotos: Instagram/Cowboys)

A arrancada até a liderança

Os Cowboys chegaram a ter uma campanha com 3 vitórias e 5 derrotas. Naquele momento, até pela ascensão dos Redskins e a esperança pela recuperação dos Eagles, parecia que a temporada havia chegado ao fim. Justamente contra os Eagles, na Philadelphia, a reação começou de forma irretocável.

Antes de entender os motivos da reação, vale lembrar que a defesa dos Cowboys vem tendo boas atuações desde o início da temporada. Até esse momento, a franquia do Texas não levou +30 pontos em nenhum jogo. Nos oito primeiros jogos, momento que o time ainda não estava voando, houve apenas dois jogos com mais de 20 pontos cedidos. Ou seja, mesmo nas derrotas, a defesa fez sua parte.

O que faltava era a contribuição do ataque. Dak Prescott não vinha tendo uma boa temporada, Ezekiel Elliott estava apagado e o corpo de recebedores comprometia. A arrancada dos Cowboys se passa na evolução do setor, que começou a seguir o ritmo da explosiva e eficiente defesa.

Dois fatores foram crucias para esse progresso. Primeiro: a chegada de Amari Cooper mudou a cara do corpo recebedores. Além do grande talento do jogador sendo acrescentado, com a variedade de rotas e possibilidades que ele proporciona, Cooper abre espaço para outros recebedores brilharem, já que o ex-Raiders toma a atenção para si e permite uma variedade maior do playbook.

O outro fator é Ezekiel Elliott. Se Dak Prescott vem errando em demasia, mesmo com a evolução de seus recebedores, Elliott vem jogando como MVP nesse período de arrancada. Nos últimos cinco jogos, começando contra o Philadelphia Eagles na semana 10, ele teve números elevados, com 151 jardas; contra Falcons, 122; Redskins, 121; Saints, 75. Por último, diante dos Eagles novamente, mais 113 jardas.

As virtudes gerais

Portanto, a reação se passa pela evolução do ataque, que tem Elliott e Amari Cooper como protagonistas. Para resumir a poderosa defesa da equipe, que permitiu aos Cowboys sonhar com pós-temporada mesmo nos momentos ruins, vale alguns números:

Os Cowboys são a quarta melhor defesa em jardas cedidas por jogo, com 313,4. A atuação contra o jogo terrestre e aéreo é eficiente. Em pontos por jogo, é a segunda melhor, ficando atrás do Baltimore Ravens, com apenas 18,9 de média.

Os destaques individuais ficam para o linebacker calouro Leighton Vander Esch, que soma 108 tackles combinados e 2 interceptações, e Demarcus Lawrence, com 8,5 sacks e 1 int.

No final das contas, os Cowboys dão grandes passos até a pós-temporada e o título da divisão. Nos Playoffs, com o jogo terrestre estabelecido, o jogo aéreo contribuindo em terceiras descidas e a defesa conseguindo parar ataques, assim como fez contra os Saints, a franquia de Dallas pode sonhar com algo que parecia impossível antes da temporada começar.

Ronaldo Barreto

Jornalista formado desde 2016, mas já trabalhava na área desde 2010, quando comecei em uma rádio comunitária em Guarulhos. Fui repórter (estagiário) na Federação Paulista de Futebol (FPF) e no site do jornal Diário de S. Paulo. Neste último, fui efetivado em 2016 e passei a ser o responsável por todo o conteúdo do portal do veículo em 2017, além das redes sociais. Com o intuito de fazer o futebol americano crescer ainda mais no Brasil, criei a página NFL à Brasileira, que se expandiu para este site de notícias sobre o esporte. Além da escrita, sou muito ligado à fotografia, principalmente de esportes.

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