A evolução da defesa do New Orleans Saints

Por Paulo Sérgio – Antes da temporada começar, o grande questionamento da franquia de New Orleans era sua defesa. Com um ataque explosivo e avassalador, o que faltava era uma grande defesa para colocar de vez o time como um dos favoritos ao Super Bowl.

O primeiro jogo dessa temporada mostrou os problemas que poderiam derrubar o sonho dos Saints em ir para a grande final da NFL. Contra o rival de divisão, Tampa Bay Buccaneers, os Saints sofreram 48 pontos jogando em casa, 417 jardas aéreas cedidas para Ryan Fitzpatrick e 4 touchdowns, 112 jardas terrestres e mais um touchdown corrido. Em termos de jardas recebidas, Mike Evans teve 147 em 7 recepções e DeSean Jackson teve 146 em 6 bolas.

Números estratosféricos e preocupantes. Pelo chão ou pelo ar, a defesa dos Saints sofreu. Além do mais, Fitzpatrick sofreu nenhum sack, teve tranquilidade absoluta no pocket e não houve turnovers forçados.

Dez semanas depois do desastre defensivo apresentado na estreia, os números são muito diferentes. A defesa está quente e vem de semanas evoluindo cada vez mais, deixando claro a todos que isso não é mais um problema.

Contra os Falcons, no Dia de Ação de Graças, foram simplesmente 6 sacks em Matt Ryan, sendo 4 só no primeiro tempo. Turnovers fizeram a diferença também, com uma interceptação e 3 fumbles forçados, todos já na red zone. Outro ponto crucial foi o duelo contra o jogo corrido dos Falcons, que teve 12 jardas no primeiro tempo e 26 no total da partida.

Só para enfatizar mais ainda essa evolução, esses números não são exclusividade do jogo contra os Falcons. Contra os atuais campeões do Super Bowl, no último domingo (18), a defesa impôs 3 sacks ao móvel Carson Wentz e deixou o QB do Philadelphia Eagles desconfortável a partida inteira.

Ademais, foram 3 interceptações, nenhum touchdown e apenas 156 jardas lançadas para o número 11 dos Eagles, que apesar da temporada decepcionante da franquia de Philadelphia, o QB vem tendo bons números.

Linebacker Demario Davis chegou em 2018 (Foto: Saints/Instagram)

Para completar, duas semanas atrás, contra os Bengals de Andy Dalton, foram mais 4 sacks, 2 interceptações e apenas 153 jardas ao QB de Cincinnati. A sequência de jogos com bons números não para nessas últimas três semanas, mas já dá para ter ideia do quão gigante vem sendo as atuações da defesa.

Com hits, sacks e o QB adversário estando desconfortável no pocket, a secundária consegue completar interceptações com mais facilidade e ser mais efetiva. Uma evolução que começa na versatilidade e capacidade do front seven em fazer grande trabalho contra o jogo terrestre e na pressão contra o QB, e que segue até a secundária, que era um problema grande nas primeiras semanas.

Com esse cenário, os Saints sonham. Não há palavras para o ataque, que segue fazendo história semana após semana. Agora, com a defesa acompanhando o ritmo e destruindo sistemas adversários, é cada vez mais difícil não apontar o Saints como o grande favorito ao Super Bowl, que tem o Los Angeles Rams como o único a bater de frente na conferência nacional.

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